Portuguesas têm de trabalhar mais 54 dias para ganhar o mesmo ordenado de um homem

Em Portugal as mulheres têm de trabalhar mais 54 dias para ganhar o mesmo ordenado de um homem, apesar da evolução positiva dos últimos quatro anos.

Outro problema que permanece por resolver são as profissões às quais as mulheres praticamente não ascendem, como cargos de chefia ou de direção.

Joana Gíria, presidente da CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego) refere que “Havendo uma disparidade de 14,8% de rendimento em desfavor das mulheres, fazendo as contas, são 54 dias por ano que as mulheres teriam de trabalhar a mais para atingirem os rendimentos dos homens. Ou, de outro modo, os homens poderiam deixar de trabalhar no dia 08 de novembro e as mulheres teriam de continuar até ao fim do ano para receberem o mesmo salário”.

De acordo com Joana Gíria a existência de um fosso salarial baixo não é necessariamente um sinal positivo. Por exemplo a Roménia é o país da Europa com o fosso salarial mais baixo, mas à custa do facto de as mulheres serem pouco representativas no mercado de trabalho. Por outro lado, alguns países nórdicos têm fossos salariais “altíssimos, porque as mulheres trabalham a tempo parcial e os homens não”.

Segundo o Eurostat, as mulheres têm em média salários 16% mais baixos do que os dos homens. Em Portugal a média é de 16,3% .

Para Joana Gíria a promoção da igualdade salarial e a promoção de mulheres a cargos de topo são medidas fundamentais para promover a igualdade, destacando que uma das medidas mais bem conseguidas em Portugal foi a criação da licença parental partilhada.

Consultar artigo completo em cmjornal.pt.

Para mais informações consultar site da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego.

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