Rendimento salarial médio começou a cair em duas regiões do País

Dados do INE revelam que embora esteja a haver um decréscimo da taxa de desemprego para 6,1% (valor mais baixo em 16 anos) e a taxa de desemprego jovem tenha descido ligeiramente para 17,9%, verifica-se a descida do rendimento salarial médio nas regiões do Centro e Algarve, e uma evolução dos salários acima da média nacional no Porto e em Lisboa.

Apesar do emprego continuar a evoluir positivamente, é de notar que o crescimento do emprego está a abrandar há sete trimestres seguidos e os aumentos dos salários líquidos pagos aos trabalhadores são cada vez mais baixos. 

“De acordo com as séries retrospetivas do INE analisadas pelo Dinheiro Vivo, o salário médio líquido nacional avançou apenas 2% no terceiro trimestre deste ano face a igual período do ano passado, fixando-se agora nos 909 euros mensais, o que ajuda a explicar a contínua absorção de desempregados neste período, mesmo com o emprego a evoluir de forma mais vagarosa. Aquela subida é a mais baixa desde meados de 2017. Face ao trimestre anterior (abril a junho), o salário líquido médio nacional até recua cerca de dois euros, naquela que é a maior quebra trimestral desde o início de 2014, estava o país a tentar ainda sair da crise e do programa de austeridade.”

Consultar artigo completo de Luís Reis Ribeiro dinheirovivo.pt

UA-40534803-1