Amnistia Internacional dinamiza projeto Escolas Amigas dos Direitos Humanos

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O projeto Escolas Amigas dos Direitos Humanos foi desenvolvido no contexto do Programa Mundial para a Educação para os Direitos Humanos, com vista a promover a integração da educação para os direitos humanos nas escolas primárias e secundárias em todo o mundo.

Este projeto destina-se a toda a comunidade escolar, nomeadamente alunos, professores, pessoal não docente e direção, sendo os pais também incentivados a participar. O objetivo global é que os valores e princípios dos direitos humanos façam parte da experiência educativa, assumindo-se o compromisso de efetuar mudanças concretas em quatro áreas de intervenção:

  • governança;
  • relações dentro da comunidade escolar;
  • currículo;
  • ambiente/espaço escolar.

A Amnistia Internacional acompanha as Escolas Amigas dos Direitos Humanos, prestando informação, desenvolvendo ações de sensibilização e capacitação para os diferentes membros da comunidade educativa, apoiando no planeamento de atividades e fornecendo todos os materiais necessários.

Em Portugal, há seis as escolas que integram o projeto Escolas Amigas dos Direitos Humanos:

  1. Escola Básica e Secundária do Levante da Maia (na Maia, Porto)
  2. Escola Secundária Dr. Serafim Leite (em S. João da Madeira, Aveiro)
  3. Escola EB 2,3/S Pedro Ferreiro (em Ferreira do Zêzere, Santarém)
  4. Escola Secundária Gama de Barros (no Cacém, Lisboa)
  5. Escola Secundária Professor Reynaldo dos Santos (em Vila Franca de Xira, Lisboa)
  6. Escola Secundária Rainha Santa Isabel (Estremoz)

No seguimento de um recente processo de candidatura foram escolhidas para integrar o projeto mais quatro escolas:

  1. Agrupamento de Escolas de Moimenta da Beira (em Moimenta da Beira, Viseu)
  2. Escola Secundária de Paços de Ferreira (em Paços de Ferreira, Porto)
  3. Agrupamento de Escolas do Fundão  (no Fundão, Castelo Branco)
  4. Agrupamento de Escolas de Santo António (no Barreiro, Setúbal)

Isabel Costa, professora na Escola Secundária Gama de Barros, no Cacém, em Lisboa partilhou a opinião, sobre a sua experiência de participar este projeto, “O que senti – eu e penso que também os alunos – é que pela primeira vez comunicámos. (…) Os alunos agora também ouvem o ponto de vista dos professores. E estes, por sua vez, mudaram a perceção que têm dos alunos. Bastou isso para muita coisa ter mudado. A consciência mudou. A comunicação entre as várias pessoas na escola mudou muito. As pessoas às vezes acham que estes projetos não têm muita importância, mas são fundamentais”

O projeto das Escolas Amigas dos Direitos Humanos faz ainda parte de um movimento de promoção da Educação para os Direitos Humanos, que visa mobilizar todas as pessoas e comunidades para a ação, através da sensibilização e capacitação das aptidões necessárias para usufruir e exercer esses direitos, bem como para para respeitar e defender os direitos dos outros. Nesta âmbito,  a Amnistia Internacional desenvolve o seguinte trabalho:

  • elaboração e publicação de manuais de EDH;
  • disponibilização de planos de aula e outros materiais de EDH;
  • realização de sessões ou programas e projetos de EDH junto dos mais variados públicos;
  • realização de iniciativas de formação a nível nacional e internacional.

A Amnistia Internacional é também uma entidade formadora reconhecida pela DGERT sendo certificada nas seguintes áreas de formação: 090 – Desenvolvimento pessoal; 142 – Ciências da Educação e 313 – Ciência política e cidadania.

Para mais informações contactar: Luísa Marques ou Matia Losego através do e-mail juventude@amnistia.pt ou consultar  https://www.amnistia.pt/educacao-direitos-humanos.

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